O Mundo de Ilais – 01

Yo. Hmm… Ok. Tem algum tempo que eu e uns amigos estamos planejando jogar RPG de mesa e em todas as iterações dessa frase que são verdadeiras – já que isso aconteceu multiplas vezes, eu sempre fui imbuído com o deve ser o DM/GM(Dungeon/Game Master) conhecido como o Mestre. Não vou entrar no especifico de RPG de mesa, mas o Mestre é o narrador, o designer e todos os personagens que não fazem parte do time de jogadores.

Se eu fosse uma pessoa sensata, eu teria pego um mundo já estabelicido, sei lá, Forgotten Realms, Ravenloft, a Terra Média ou Westeros, mas ao invés disso eu pensei: “Além de toda a responsabilidade de bolar o plot e os personagens não jogáveis, eu vou me dar o trabalho de criar o mundo inteiro”. Afinal de contas, quem recusaria a oportunidade de ser um deus?

Então eu tenho várias ideias na minha cabeça tem bastante tempo, eu tenho marinado com essas ideias por bastante tempo e tenho me tornado cada vez mais confiante nelas para por no “papel”, então que lugar melhor seria do que aqui? Isso ainda é um blog que eu teoricamente uso para escrever coisas. Além de poder manter isso arquivado, eu posso usar feedback e ideias das 5 pessoas que forem ler o que eu escrevi e modificar conforme eu receber sugestões. O que eu tenho basicamente é a sociedade élfica e o mito da criação deles, os deuses que eles acreditam e um esboço do que eu quero com os anões. Essa é a minha primeira tentativa de escrever ficção, então sei lá, desculpa qualquer coisa. Então aqui está o que eu criei até agora do mundo que se chama Ilais de acordo com um Criador de Nomes Aleatórios na internet – é verdade, eu sou péssimo com nomes:

 

Criação do Mundo da perspectiva dos Elfos:

“Antes de tudo existia o Vazio. O Vazio era muito solitário e triste. Quando ele gritou de raiva, de seu coração nasceu o Fogo e de seus pulmões saiu o Vento. Ao perceber que não estava mais sozinho, o Vazio chorou de alegria e da sua lágrima nasceu a Água e junto da lágrima lhe caiu um cílios que deu origem à Terra. Como o universo agora possuía mais entidades, o Vazio morreu e de seus ossos saiu a Morte, formando assim todos os deuses.

Quando os deuses se uniam e se tornavam um, planetas nascem. Da união do Fogo com a Terra se deu a luz à primeira estrela, que iluminou  o universo. Certo momento o Fogo, o Vento, a Água, a Terra e a Morte se deitaram e se tornaram um só e naquela noite todos como um só formaram a Vida e de seu ventre saiu um planeta azul e verde, com florestas, animais, rios e montanhas.

Éons se seguiram e por acaso, no meio da floresta, duas árvores se apaixonaram. Elas estavam a alguns metros uma da outra e ficavam se olhando dia e noite, sempre paradas, nunca podendo se tocar ou declarar seu amor uma para a outra. O Vento percebeu e tentou ajudar, mas não importava o quão forte o vento soprava, se ele ia para o norte, as duas árvores se curvam ao norte e não conseguiam se tocar e assim foi para todas as direções que o Vento soprou. Desolado, uma das árvores começou a morrer de tristeza e nesse momento o Vento decidiu interferir mais do que um deus normalmente interferia no planeta.

O Vento usou seus poderes e de dentro da árvore que estava morrendo saiu uma criatura alta, elegante, verde claro e orelhas pontudas e de dentro da outra, a mais forte, saiu a amante, mais bela, mais sábia e poderosa. Assim nasceram os elfos. A sociedade élfica continuou a residir nas florestas, onde graciosamente pulavam entre as árvores como se pudessem voar, aprenderam a usar da energia do planeta, que batizaram de Illais, e dos deuses para fazer magia.

A Terra e o Fogo lutaram, o Fogo conseguiu arrancar o dedão do pé da Terra, que conseguiu ferir seu oponente e fazê-lo sangrar. O dedão da Terra com sangue do Fogo ao seu redor caiu em Illais. Os elfos foram investigar o local onde o dedão caiu e ao chegarem lá percebem estranhas criaturas saindo do dedão de pedra da Terra, eles são pequenos, atarraxados e parecem constantemente com raiva. Daquele dedão de Terra com Fogo vieram os Anões.

Os Elfos levaram os Anões para as montanhas ao norte, onde eles fizeram casa. A relação entre os dois povos era amistosa, os Anões se mostraram bons artífices, ferreiros e se davam bem com metais e calor. Ensinaram como trabalhar o metal para os elfos que tentaram ensinar sua mágica para eles, mas se recusaram a aprender. Enquanto a arte dos Elfos é mais delicada e curvilínea, a dos Anões era mais reta e tosca.

Durante um longo período de tempo a Morte ficou doente, uma gripe. Tudo estaria bem se ela não tivesse espirrado e parte do seu catarro não tivesse caído nas terras de Ilais. O muco do deus caiu sobre uma família de primatas, que foram levado para as salas dos médicos e magos elfos, que viram aqueles animais mudarem. Perderam quase todos seus pêlos, sua coluna se tornou mais ereta e as suas mãos se contorceram até se tornarem similares a dos elfos.

Quando acordaram, aqueles primatas se mostraram confusos e os elfos mais ainda porque eles pareciam ser capazes de falar e raciocinar. Ao saírem das florestas, esses novos animais formaram uma sociedade que evoluiu rápido. Aprenderam a magia com os elfos, aprenderam a forjar com os anões e criaram cidades que se espalharam por Illais. Podiam ser tão inteligentes quanto o mais ancião os elfos e ao mesmo tempo tão brutos e duros quanto o mais teimoso dos anões. O que havia de especial nele parecia ser a sua habilidade de reprodução. Enquanto apesar de haver histórico de relações entre Elfos e Anões, nunca nenhum filho nasceu delas, enquanto os Humanos podiam se reproduzir tanto com os Elfos como os Anões, gerando híbridos. Não se sabe de um casal de meio-elfo com um meio-anão e só a Morte sabe se algo nasceria dessa união.

Em alguns anos os humanos eram a maior parte da população mundial e tudo estava em paz, até por tempo demais. Os Filhos da Morte trouxeram o que muitos elfos temiam: A Era da Calamidade, uma grande guerra entre humanos e elfos. Os anões se fecharam em suas cavernas e decidiram não interferir na “Guerra dos Altos” como eles chamaram. A humanidade venceu e matou quase todos os elfos.”

Sociedade Élfica:

Os elfos são uma sociedade matriarcal. Como na lenda da sua criação, as mulheres são mais fortes e sábias. Já elfos homens costumam viver menos, são mais frágeis e adoecem com mais facilidade e acabam tendo funções sociais mais leves, como dar aula para os mais jovens e serem curandeiros, enquanto as mulheres lidam com a caça, a política e estudo mais profundo da filosofia e da magia.

Eles são uma sociedade matrilinear, logo, se rastreia sua ancestralidade pela sua mãe, o que torna a sociedade deles mais liberal que a humana. Como é muito difícil uma mãe não saber quem é seu filho e o pai é só quem dá o material genético e o equivalente a figuras paternas são geralmente irmãos das mãe. Os elfos conseguem distinguir de forma muito clara amor e sexo, então monogamia é um conceito que não faz muito sentido para eles, estar apaixonado por outro ser, seja elfo, humano ou anão, não significa que o parceiro era a única pessoa com quem praticava sexo, tendo casos de casais de elfos que não são parceiros sexuais. Elfos são, em sua maioria, panssexuais, não se importando com o gênero e sim com a atração que eles sentem.

A sociedade élfica passa seus ensinamentos de forma oral, eles tem uma forma escrita da sua língua, mas por serem originados das florestas, eles não gostam do conceito de papel. Os acadêmicos élficos gostam do estudo de filosofia, retórica e magia, tendo alguns arquitetos que geralmente usavam de magia para criar dos elementos da floresta para criar moradias e edifícios funcionais.

Os elfos acreditam terem nascido das árvores, o que leva a uma divisão forte sobre a sua alimentação. Isso é algo que varia de família em família e pessoa para pessoa, mas no geral, existe uma grande discussão sobre comer carne ou não. Eles não tem problema com alimentos providos pela natureza, uma vez que eles são parte desse grande organismo que são as florestas. Caçar não é proibido e nem um tabu, mas geralmente é algo condenado pelos que decidem não consumir carne, que alegam que comer a carne de um animal é como comer a carne de um amigo elfo, filho da floresta também. O ponto dos que caçam é que assim como a fruta que é dada pelas árvores, os animais são parte daquele ciclo. Por algum motivo, os elfos que se alimentam somente de vegetais, verduras e frutas tem a pigmentação da pele mais esverdeada e são mais fortes e ágeis durante o verão e primavera, mas se enfraquecem e adoecem mais rápido no outono e inverno, enquanto os onívoros não sentem as mudanças de estações de forma tão brusca.

Na questão da religião, os elfos costumam adorar os deuses elementais criadores. Geralmente cada elfo escolhe um elemento para ser seu patrono protetor. Atualmente não se existem mais templos ou uma organização formal religiosa dos elfos por conta da forma como eles vivem de forma espalhada pelo mundo e sem uma unidade política e geográfica.

Depois da Era da Calamidade, alguns sobraram, nas florestas, tentando viver como os seus antepassados. Os que viviam nas cidades do agora Império Humano sofriam mais do que preconceito, o Império decidiu criar um controle de natalidade para impedir que os elfos os trouxessem problemas novamente. Uma vez por ano todos os elfos que se alcançaram a idade de copulação eram reunidos. Metade das mulheres e noventa por cento dos homens eram castrados. Os homens eram castrados medicamente, enquanto as mulheres sofriam mais. Como a sociedade élfica é matrilinear, o útero da elfa era muito importante e por meio de magia os membros do império matavam todos os nervos dos órgãos reprodutores, tornando-as inférteis e frígidas.

Sociedade Anã:

Os anões têm uma natureza mais fechada e antissocial. Não gostam de se meter nos assuntos políticos dos outros povos. Focados em serem mais práticos, eles como sociedade vivem isolados nas montanhas trabalhando em suas forjas do calor retirado do núcleo de Ilais. Essa característica mais pragmática os fez recusar a aprender magia ou ter uma religião, ambos vistos como “perda de tempo”.

Mesmo depois da Guerra dos Altos, os portões anões continuam fechados a maior parte do tempo. Os anões que vivem entre os humanos são tratados com muito respeito e geralmente são patrocinados por algum nobre para serem seus ferreiros e artesãos. Nada na sociedade deles impede que os que têm interesse de aprender magia vão estudar na Universidade, mas geralmente esses são vistos como infantis que não conseguiram largar os contos de fada.

Pouco se sabe da sociedade dos anões para quem vive de fora. O que eles comem dentro daquelas montanhas? As lendas humanas dos locais mais rurais dizem que eles se alimentam de pedras e bebem magma. Como uma sociedade muito fechada, até mesmo os anões que nasceram em terras de outras raças não sabem como é estruturada a política de seu povo. Só se sabe que é uma tradição que cada anão peregrine para a capital uma vez durante a sua vida e não revelam para as pessoas do lado de fora o que acontece lá.

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