O que eu joguei em 2013: Jogos “Antigos”

Antigos entre aspas porque foram praticamente só jogos dessa geração. Vou escrever um pouco sobre eles, provavelmente já escrevi sobre alguns antes, mas foda-se. A lista vai estar em ordem alfabetica porque eu estou com preguiça de fazer um top em que Dark Souls, Mass Effect e Persona com certeza ficariam na frente.

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Bioshock e Bioshock 2 (PS3)

Com a chegada de Bioshock Infinite e o hype criado em cima dele, decidi jogar os primeiros da série antes do terceiro jogo sair. Tive oportunidade de jogá-los no passado, mas como eu sou cagão, me abstive e infelizmente tomei spoilers do final do primeiro jogo com o tempo.

Mecanicamente acho os dois jogos bem ruins, atirar é estranho e sem jeito, o que ajudava a criar o clima meio de terror do primeiro e tornava o segundo enfadonho, considerando que você é um Big Daddy e teoricamente bem mais forte e habilidoso.

Mas balanceando a jogabilidade dura, Rapture é apaixonante. A metrópole destruída é muito bem construida, tanto em sua apresentação visual em art déco como na sua história, criada pelo idealista Andrew Ryan para abrigar cientistas, filósofos e artistas para viverem e criarem sem o moralismo do mundo ocidental… Rapture ❤

Além de uma das melhores ambientações da história dos videogames, Bioshock também conta com uma história bastante intrigante e um final magnifico. Um ótimo jogo que recomendo para todos.

Eu gosto de Bioshock 2, apesar da história não ser tão boa e ter furos em relação à do primeiro. Recomendo para revisitar Rapture e pela parte que se joga com uma Little Sister.
Catherine (PS3)

Catherine é um jogo de puzzle com elementos de dating simulator. Na parte de puzzle você tem que mudar a posição de blocos para o personagem Vincent chegar ao topo da torre de blocos. Por mais estranha que seja a premissa do gameplay, a parte de puzzle é bem divertida, mas difícil. Talvez se torne um pouco repetitivo lá pelo final, mas não é um jogo exageradamente grande para me encomodar.

Na parte de dating sim que não é exatamente um dating sim você controla Vincent no bar onde ele sai com os amigos. Sua namorada está grávida, você começa a ter um caso com uma garota muito mais novas e existem rumores de que homens que traem estão morrendo enquanto dormem. No bar você conversa com seus amigos, responde mensagens no celular das duas Catherine/Katherine e interage com desconhecidos que estão no bar. Essa parte é muito boa porque é tudo muito bem escrito e os dilemas dos personagens são bastante criveis.

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Dark Souls: Prepare to Die Edition (PC)

Ah Dark Souls… Por onde começar…? Pela minha relação de ódio com Demon’s Souls? Com a minha curiosidade por conta de várias pessoas que eu conheço e confio gostarem tanto desse jogo? De qualquer forma, eu comprei Dark Souls. Comecei a jogar com medo, não pela fama de dificuldade, mas porque eu realmente não gosto até hoje de Demon’s Souls. Passei pelo Undead’s Asylum, matei o Minotauro na ponte, enfrentei um javali com armadura no corpo todo menos no rabo. Antes que eu pudesse perceber, estava apaixonado por esse jogo. O mundo aberto e todo interligado, o sistema de combate que beira a perfeição, a dificuldade que é desafiadora sem ser injusta e quebrada, o design tanto dos monstros, cenários até o level design.

Até agora eu não sei explicar exatamente o que justifica sentimentos tão opostos em jogos teoricamente tão parecidos, mas Dark Souls é atualmente um dos meus jogos favoritos de todos os tempos. Ele de certa forma me lembra Zelda onde os cenários em si são as dungeons e as lutas contra os chefes são grandiosas. Pensando bem, ele lembra bastante o primeiro Zelda de NES, o mundo aberto, as dungeons que podem ser feitas mais ou menos na mesma ordem, a liberdade do jogo te soltar no mapa e não te dizer onde você tem que ir…

Sinto que escrevi para caralho e acabou sendo uma carta de amor ao jogo. Foda-se. Joguem essa porra. Se for pegar no PC, use o DSFix e se for jogar no console, compre o DLC e me agradeça mais tarde. As boss figths do DLC ❤

Depression Quest (PC)

Depression Quest é um jogo que muita gente chata não vai considerar jogo. Todo em texto, gratuito e de browser nele você é uma pessoa com depressão e ao ler o contexto das situações, você tem que fazer escolhas. É uma experiência bem única e pesada. Não vou falar muito sobre. Leiam o texto do Heitor de Paola sobre o jogo.

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Trilogia Mass Effect (PS3)

Mass Effect veio, Mass Effect 2 chamou atenção e Mass Effect 3 apareceu e terminou tudo antes de eu encostar na franquia. Eu adoro Dragon Age: Origins e gosto demais de Space Operas, como não gostar de Mass Effect? Que tipo de pessoa que se interessa por joguinhos tanto quanto eu pode terminar a geração sem ter nem dado um rolê com a Normandy? Estava tão confiante que ia gostar desse jogo que comprei o 1 e o 2 ao mesmo tempo. Peguei as piores versões, que são as de PS3. Toda hora bugava ou travava a ponto de eu ter que desligar o videogame para voltar a funcionar.

Mass Effect 1 foi uma experiência cheia de mixed feelings, porque enquanto eu adorava conversar com aqueles ótimos personagens e fazer escolhas, eu odiava ter que ficar dando tiros, andando por planetas naquela merda de carrinho, ter que escolher entre as 200 armas, 800 escudos e 500 tipos de balas diferentes e ter que andar pela Citadel confusa para a porra, mas no geral é um jogo com uma boa história com partes bem tensas.

Mass Effect 2 veio melhorando quase tudo, a trilha sonora se tornou orquestrada e épica, as missões com o carrinho morreram, simplificaram as armas e as armaduras. A skill tree também foi simplificada, mas de uma forma meio limitadora e simples demais, mas é um pequeno retrocesso para um monte de melhorias. Os gráficos estão mais bonitos, o sistema de tiro se tornou excelente. A história é bem mais simples e é quase a história de um filme de heist, onde você tem que formar uma crew perfeita para fazer A Grande Missão Suicida. No que a história se torna mais simples, a Bioware compensa com os personagens da sua equipe. Tali, Garrus, Liara, Jack, Joker, EDI, Mordin… Personagens extremamente carismáticos, com dialogos dentro da nave, opção de relacionamento e suas missões de fidelidade para criar ainda mais profundidade e aumentar o elo entre jogador e sua equipe.

Mass Effect 3 é a guerra, os reapers chegaram e o universo está indo para o caralho e mesmo assim a porra dessas filhos da puta não escutam a merda do Sheppard. Caralho, vei, dois jogos salvando a bunda dessa galera e ninguém caga pro que você fala. TNC… Então… É uma guerra em escala galática. Vão haver sacrifícios a serem feitos, gente vai morrer, decisões difíceis vão ter que se tomadas. Nesse eles voltaram com um nível um pouco maior de customização e deixaram a skill tree com mais opções e o gameplay de tiroteio se tornou muito bom, não só dentro da série, mas como os de tiro em terceira pessoa em geral. Arco de personagens são terminados e tem cenas de despedidas, então se você é manteiga derretida que nem eu, manly tears serão derramadas. O final que e joguei já foi o extended cut, então não teve nenhum furo de roteiro como na versão vanilla e eu achei satisfatório.

No geral, acho que Mass Effect é a melhor franquia dessa geração. Ela conseguiu misturar muito bem ação frenética e RPG, criar um personagem que é um avatar para o jogador e mesmo assim ter personalidade e criou personagens inesquecíveis. Se eu tenho um crítica à franquia no geral é que toda missão precisa ter tiroteio e isso cansa em momentos em que não seria necessário como a missão de fidelidade da Kasumi ou o DLC Citadel.

Joguem Mass Effect e aproveitem os pequenos momentos com os seus amigos de equipe, porque é isso que importa.

Persona 3 Portable e Persona 4 Golden (PSVita)

Caralho, mais quilos de texto de eu pagando pau pra outro jogo. Isso tá ficando chato! Eu quero odiar alguma coisa…

The Witcher 1 e 2 (PC)

Não curti quase nada. Depois de terminar Dark Souls eu fiquei mo afim de jogar algo medieval, fui para Witcher 1 e puta jogo sem sal. Feioso pra caramba, personagem principal sem carisma, gameplay diablo-like chatíssimo e tudo parecia genérico pra caramba. Pulei pra Witcher 2, o jogo ficou muito mais bonito e o combate realmente deu uma melhorada, mas mesmo assim ele parecia tão vazio e sem graça só apertando o botão X do controle do 360 e matando todo mundo e o universo continuava parecendo genérico e boring. Como paguei uns 8 reais em cada um, sem a menor dor na consciência apaguei do HD e não tenho planos de jogar outra vez.

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Persona 3 Portable e Persona 4 Golden (PSVita)

Catherine foi feito pelo Persona Team e enquanto ele é um jogo de puzzle com partes de dating sim, Persona é 50% JRPG e 50% dating sim. Como meus elogios e reclamações para os dois jogos são iguais, vai ser tranquilo.

Os jogos contam com a trilha sonora fantástica do Shoji Meguro, com a trilha de P3 mais focada em algo em rap enquanto P4 é mais J-rock/pop. A arte dos personagens é feita por Shigenori Soejima. Só citando isso porque esses caras são fodas.

A parte de JRPG é um dungeon crawler bem vagabundo, já que todas as dungeons são iguais – em Persona 3 é literalmente a mesma dungeon o jogo todo e em Persona 4 é o mesmo esquema mudando a textura para o tema de cada dungeon- e repetitivas, o sistema de combate envolve o uso de Personas, que são quase pokémons. Eles tem fraquezas e vantagens elementais, você invoca eles nas lutas e eles usam magia para te ajudar. O protagonista pode trocar de Persona, que você consegue fundindo personas para forma uma melhor ou com umas cartinhas depois das lutas. A estratégia é usar as fraquezas dos inimigos para derrubar eles. A luta contra minions randons pode ser chata, mas nas dificuldades mais fáceis, principalmente em Persona 4 Golden, não existe necessidade do maior erro de design da história: grinding, então você pode passar o menor tempo possível nas dungeons e ir bem rápido para as lutas com chefes que são mais interessantes.

Agora a parte que interessa, o dating sim. Em Persona 3 e 4, seu protagonista é um estudante de ensino médio japonês e enquanto você não tá num corredor gerado aleatoriamente lutando contra monstros, você está vagando pela cidade a procura do que fazer. Você pode sair com seus amigos para aumentar seu relacionamento com eles e isso gera Social Links que dão uns bônus na hora de fundir personas, você pode melhorar alguns skills como inteligência e speech para melhorar suas chances de namorar alguma das personagens. Para muitos isso vai ser muito anime-like/japonesisse, mas os personagens são tão legais mesmo com todos seus arquétipos de personagens de anime que vale todo o esforço. Se hoje eu tenho muita vontade de rejogar Persona e Mass Effect, não é porque eu quero salvar o mundo ou resolver um mistério, mas porque eu quero passar mais tempo com esses personagens geniais.

PS: Chie e Yukari 100% waifu material.

Ok, a partir de agora eu estou cansado de tanto digitar, então vou ser mais sucinto.

Saints Row: The Third (PS3)

Eu não gosto muito de jogos de mundo aberto, principalmente em grandes cidades em que você tem que ficar andando de carro e fazendo missões repetitivas de ir no ponto A, matar todo mundo, ir pro ponto B, matar todo mundo e pronto. Saints Row: The Third é meio assim, mas o humor e a insanidade dele tornam ele um jogo único e meu jogo favorito nesse estilo.

Super Mario Bros (NES)

Na real eu não joguei num NES, eu joguei no emulador. Um dos jogos mais importantes de todos os tempos, que mudou a industria. Decidi ver qualera. Um jogo de plataforma bem bom até hoje, não muito dificil e nem muito fácil. Envelheceu bem.

Vanquish (PS3)

Esse é o unico jogo da Platinum que eu terminei até hoje. Eu não gostei de Bayonetta, Mad World, Okami e nem da demo de Wonderfull 101, mas Vanquish é muito daora. Eu não tenho tido muito saco pra TPSs, não gosto do gameplay de maior parte do que tem saído do gênero, como Uncharted e Gears of Wars, mas o ritmo frenetico non-stop e os dashs no joelho são muito legais. Não faço a menor ideia do que a história de trata porque joguei ele todo com o volume no mínimo enquanto ouvia podcast. Ele tem a duração ideal pra não ficar repetitivo e foi um bom jogo de graça. Obrigado Sony e PS+.

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