Ni no Kuni: A New Hope

Já faz algum tempo que os JRPGs estão em decadência, um dos gêneros mais poderosos na época 16 bits e PSOne hoje é, por muitos, um tipo de jogo antiquado, obsoleto e que tende ao desaparecimento. Com a popularização dos RPGs ocidentais e o fato de que quase qualquer jogo conta uma história cinematográfica, jogar 50 horas de grinding se tornou desestimulante e cada vez menos esse tipo de jogo saiu do Japão e dos poucos vieram, menos ainda foram as graças dos jogadores.

Eis que surge para PS3: Ni no Kuni, a união da desenvolvedora Level 5, de Professor Layton, e o Studio Ghibli que fez A Viagem de Chihiro, O Castelo Animado, Princessa Mononoke e outros filmes clássicos da animação japonês, os animus.

O jogo conta a história de Oliver, menino que ao perder a mãe liberta Drippy, the Lord High Lord of the Fairies – que lhe diz que existe uma chance do pequeno protagonista salvar sua mãe. O jogo tem um clima leve e meigo que lembra de filmes do Studio Ghibli como Ponyo e Arrietty. É uma história infantil sem ser idiota com um senso de humor bem único.

image

Graficamente o jogo é lindo. Explorando um dos melhores cell-shadings que eu já vi junto com o character design característico Ghibli e uma trilha sonora tocante e alegre(apesar de meio repetitiva) me faz sentir estar jogando um filme do estúdio.

image

A jogabilidade lembra a de Final Fantasy XIII, em que você contra só um personagem e faz ações meio em turno, mas mudando os acontecimentos dependendo da sua posição no cenário. Mas diferente de FF, você pode mover livremente o personagem pelo campo de batalha limitado e você pode mudar qual party member você controla. Além disso existe o elemento Pokémon: você pode invocar bichinhos chamados de familiars. Cada personagem pode ter 3 usáveis em batalha e existe espaço pra mais três de reserva. Você adquiri familiars capturando eles em batalhas e ao passar de level com eles, você pode dar um item para que eles evoluam.

Já tô com umas 15 horas de gameplay e ainda estou bem no começo da aventura. O mais especial desse jogo é que ele me passa um sentimento que eu só sinto jogando Zelda, um sentimento de estar jogando algo “mágico”. Estou adorando o jogo e provavelmente vou escrever mais sobre ele.

PS: Fique aqui registrado que eu acho que a White Witch é a versão do outro mundo da mãe do Oliver.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s